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janeiro 19, 2005
Epílogo
Somos todos livres.
Publicado por derFred às janeiro 19, 2005 03:30 PM
Comentários
Obrigado, amigo.
Publicado por: João Pedro da Costa em janeiro 19, 2005 03:44 PM
Atão e tu, gaivotazinha de arribação, perdeste o meu número de telemóvel, foi?
Publicado por: sharkinho em janeiro 19, 2005 05:33 PM
25 de Abril forever!
Publicado por: Carolina em janeiro 19, 2005 06:45 PM
Sempre.
Publicado por: derFred em janeiro 19, 2005 06:53 PM
Sempre, mesmo.
Publicado por: João Pedro da Costa em janeiro 19, 2005 06:54 PM
Do vício-blog não conheço ninguém que se tenha libertado.. senão por escassos e ilusórios períodos de tempo..
Publicado por: Boss em janeiro 19, 2005 07:07 PM
Sempre.
Blogar tem que ser prazer e não obrigação, né?
Publicado por: maria arvore em janeiro 19, 2005 07:08 PM
Precisamente, Maria.
De que falo eu? Do livre arbítrio. De assumirmos a responsabilidade de sermos livres. De tomarmos decisões como o JPC tomou ao criar As Ruínas e ao encerrá-las. Não foi certamente fácil, mas se ele já não se sentia livre (presumo eu), não lhe restava alternativa. A obrigação pode ser uma aliada porque pode mobilizar a criação, mas também pode tornar-se um fardo. Talvez ele prefira relacionar a blogosfera com o prazer e não com o dever.
Publicado por: derFred em janeiro 19, 2005 07:20 PM
Tá tudo muito lindo, derFred e eu até te daria razão se não estivesse lixada e se não soubesse o que é manter um blog durante dois anos. Não me lixem. É um prazer às vezes, é uma dor outras vezes.
Publicado por: catarina em janeiro 19, 2005 07:53 PM
Mas quem sou eu para fazeres comparações contigo, Catarina? Eu sou um efémero da merda. Nada mais do que isto.
Publicado por: João Pedro da Costa em janeiro 19, 2005 07:57 PM
O que a Cat disse no post de cima sobre a história da raposa e de cativar foi o que me veio à ideia quando li o epílogo deste blog. E foi disso que ali falei, por outras palavras.
O que eu não queria mesmo era que os laços se perdessem.
Se calhar todos nós temos um bocadinho de culpa no encerrar d'As Ruínas. Ainda ontem falei disso ao comentar o post de banalidades do Fred: nem sempre se tem de ser genial, original e diferente. Se eu esperasse por um ataque de génio ou andasse a queimar neurónios para surpreender ou agradar a um público, fartar-me-ia num instante de ter um blog. Uma das vantagens de não ser genial é precisamente ninguém esperar que o sejamos constantemente...
Publicado por: 1poucomais em janeiro 19, 2005 08:00 PM
Não pode ser só o prazer? o prazer de postar apenas quando me apetecer? tem de ser um projecto editorial de que às tantas somos escravos? Tem de ser o "todos os dias mesmo que por obrigação" ou o "então desisto"? sou eu que sou muito novo aqui e não estou a perceber disto, ou sou eu que vejo aqui uma enorme contradição entre o prazer íntimo de ter um blogue, e a saturação de o manter para os outros? Julgava que este (o ter um blog) fosse um exercício mais egoísta, que fabricava o nosso deleite ... por isso mais supreendido ainda
Abraços DerFred
Publicado por: Eufigénio em janeiro 19, 2005 08:02 PM
Racionalmente, concordo com o livro arbítrio. Mais, defendo mesmo que blogar tem de ser prazer que a o resto da vida já tem obrigações que baste.
Só que emocialmente, dói-me o umbigo de perder um bar tão original e bem frequentado.
Publicado por: maria arvore em janeiro 19, 2005 08:24 PM
É muito mais complicado que isso, Eufigénio. Um blog é uma paixão, à qual uma pessoa se entrega. Ou pelo menos, alguns são e este é. E uma paixão é assim mesmo, tem dias de imenso prazer, tem dias de fim do mundo e de desistência. Eu compreendo TOTALMENTE o JPC. Mas insisto e insulto-o à mesma.
Quanto a ti, meu efémero de merda (como tu dizes), sabes muito bem que não é verdade. Quantas vezes será preciso dizer que este teu tasco é o melhor blog que apareceu desde o princípio dos tempos da blogsfera?
Publicado por: catarina em janeiro 19, 2005 08:27 PM
Quanto ao génio de que fala ali a Zu em cima. Pois é isso mesmo: fartava-se do blog num instante. Só que estas Ruínas são geniais e nem vale a pena pensar alguma vez que não dá trabalho manter um nível destes (estou a defender-te, desgraçado, ao que chegámos!). Ou por outras palavras, virando o que a Zu escreveu: uma das desvantagens de se ser genial é precisamente toda a gente esperar que o sejamos constantemente...
Publicado por: catarina em janeiro 19, 2005 08:37 PM
Acho que a Catarina (ela também genial, oh mulher! mas que coisa, começo a sentir-me mal...) disse tudo. O JPC habituou-se e nós habituámo-nos a um grande nível. Mantê-lo é difícil. Lá no Afixe dividimos o mal pelas aldeias, aquilo parece "uma república"... mas o Ruínas era mais requintado e devia dar um trabalho do caraças. E isto do blog é uma paixão, também acho. Enfim estou muito confusa e não digo coisa com coisa.
Desculpem-me que a minha cabeça é uma confusão completa. Falo do Afixe quando devia falar no Ruínas e no Ruínas ao falar no Afixe. Já baralho tudo porque gosto tanto dos dois blogs, que é mesmo uma perca dolorosa.
Publicado por: Emiéle em janeiro 19, 2005 09:44 PM
Eu recuso-me a fazer-lhe o requiem, Emiéle.
Publicado por: catarina em janeiro 19, 2005 09:52 PM
O que é que aconteceu?... Ainda não tive tempo de me actualizar:já um gajo não pode passar um dia fora da blogosfera, que logo a "casa vem abaixo"!?
Subscrevo o que a Catarina escreveu: o Ruínas é genial, trouxe nova vida à blogosfera; surpreende-nos todos os dias; não consigo imaginar o trabalho que dá.
Mas, João Pedro, se não podemos exigir que haja posts brilhantes todos os dias, tínhamos criado expectativas que uma paragem assim "abrupta" viria "frustrar"; ou, trocado por miúdos: não estávamos preparados para isto, e gostávamos de, pelo menos de vez em quando, continuar a ser agradavelmente surpreendidos.
Um abraço
Publicado por: Leonel Vicente em janeiro 19, 2005 10:12 PM
Azul, Cat, Emiéle, Maria Árvore, concordo com todas e subscrevo todas as nuances. Essa do umbigo é bem achada, Maria Árvore. Um blog é umbiguista mas pq será q tb a mim me dói o umbigo emocional por este blog se finar? Não tem nada a ver com o q escrevo aqui mas com o q aqui leio e a partilha e a atenção do JPC.
Acho q o mais importante se queres que te diga nem é a surpresa, o mais importante é a humanidade, a atenção ao outro, aos comentadores, a partilha.
Bolas, gran finale. Não gosto destas previsíevis imprevisibilidades a não ser que sejam apenas uma reflexão ponderadada mas emocional.
Somos livres de voar, era a canção do 25 de Abril, pois era.
Bolas...
Publicado por: vague em janeiro 20, 2005 08:06 AM
E agora vamos ao aprende a nadar, companheira Vague .
Publicado por: florbela espanca em janeiro 20, 2005 11:22 AM