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maio 27, 2005

O meu café: breve introdução ao seu peculiar ecossistema

Se há um hábito em mim que abomino em absoluto (não, não é esse) é o de ser frequentador assíduo de um café. Há mais de cinco anos que essa cena dura. Toda a gente me conhece e me cumprimenta de mão quando chego. O dono do estabelecimento, por exemplo, faz sempre questão de tentar adivinhar

- Meia de leite e uma torrada?
- Um café e um copo d'água?
- Um fino?

aquilo que pretendo consumir (lixado é quando ele acerta e eu sou obrigado a pedir algo que não me apetecia nada tomar, tudo para evitar que ele um dia me atire um por mim muito temido: «É o costume?»). Sei que haverá por aí gente que adora essas frescuras: eu acho-as deprimentes. A verdadeira emancipação será, para mim, um estado civilizacional no qual eu jamais frequentaria o mesmo café duas vezes. Adoro entrar num local pela primeira vez e observar os clientes ou estar atento à forma como eles me observam com olhares do tipo

- Olha-me este paneleiro.

ou então

- Valha-me Nossa Senhora.

O café que frequento fica a uns míseros vinte metros da minha casa. É um local sinceramente cinzento e sombrio, mas essa proximidade somada ao facto de lá haver os jornais do dia, fez de mim um assíduo e «bom» cliente, o que, na peculiar taxonomia dos gerentes de estabelecimentos comerciais, quer dizer que sou alguém que não faz ondas e que deixa lá o seu dinheiro com uma assinalável regularidade.

Nesta minha rotina (a todos os títulos lamentável) consegui, não o nego, conhecer personagens fascinantes. Há, por exemplo, um toxicodependente cheio de urbanidade que todos os dias me crava um cigarro como se o fizesse pela primeira vez; uma senhora que vai lá diariamente tomar café com umas pantufas cor-de-rosa e uns rolos fosforescentes na cabeça; uma miúda triste e giríssima que jamais se digna a olhar para mim; um puto muito gordo que cobiça com olhares de criança faminta tudo aquilo que um gajo esteja a comer; ou então um GNR que possui o dom de se afundar em melancolias melosas sempre que o televisor do café está sintonizado na RTP Memória.

Nesta galeria felliniana, há contudo duas pessoas que se destacam das demais. A primeira delas é um senhor de idade, impecavelmente vestido, que, já deu para perceber, é sempre o primeiro cliente do café. O que o torna inverosímil é o facto de ele, todos os dias, se entreter a preencher, na horizontal, as palavras cruzadas de todos os jornais do café

palcruz.jpg

com o alinhamento de antigas equipas do FCP, maribando-se para as indicações de preenchimento das mesmas. Há cerca de meio ano que colecciono (graças a um comprometedor acordo com o dono do café que, eu sei, irei pagar um dia com um preço elevado) as ditas grelhas e as arquivo numa pasta verde, não sei muito bem porquê. Como é óbvio, esse seu exercício lúdico já correu com três ou quatro clientes que possuíam ilegítimas veleidades em relação aos referidos passatempos. Cheguei a assistir a várias queixas

- Ó senhor Bruno, quem é o palhaço que anda a estragar as palavras cruzadas?
- Esta merda é uma pouca-vergonha, carago.

mas o dono do café é um mestre na complexa combinação das artes do negócio e da diplomacia: se o prevericador for um «bom» cliente (ver taxonomia), então ele é sempre merecedor de uma intensa e inabalável compreensão. E eu até fico contente, senão lá se ia à vida a minha primorosa colecção.

O segundo cliente que se destaca dos demais é o maior chato que me foi dado a conhecer em toda a minha vida. O tipo é um funcionário da AMERICAN EXPRESS (ele vai sempre ao café com a sua farda pimpona), tem cerca de quarenta anos, e é, muito provavelmente, o mais profissional «mete-nojo» do planeta. Como nem eu, nem a maioria dos residentes da mui nobre freguesia de Canidelo, possui a

sporttv.jpg

em casa, é habitual haver enchentes no café para assistir aos jogos transmitidos em exclusivo pelo canal. É bom de ver que somos todos uns portistas doentes a necessitar urgentemente de tratamento hospitalar (eu nem ligo muito ao futebol, mas quando entro naquele café sou de imediato invadido por uma onda pouco saudável de fanatismo clubístico). Pois bem, o tal funcionário da AMERICAN EXPRESS costuma estar sempre lá a ver os jogos, mas, pormenor essencial, ouve os relatos a partir de um daqueles rádios portáteis que são parte integrante de uns bonés muito pirosos. Ora, não sei se sabem que, devido à descodificação do canal, existe um assinalável delay (qualquer coisa como 3 ou 4 segundos) entre o tempo real do jogo e as imagens que são transmitidas em «directo» na Sport TV. Ou seja: graças ao relato, o cabrão daquele palhaço da merda consegue sempre saber, com uma irritante antecedência, quando é que há um golo. Festejar um golo, naquele café, é algo parecido com:

(Funcionário da AMERICAN EXPRESS): Goooolo!!!
(Outros clientes): Como? Golo? Quem é que marcou?
...
(3 segundos de silêncio tenso)
...
(Os restantes clientes em uníssono): GOOOOLO!!!

Isto torna-se particularmente irritante para mim, porque não consigo ignorar a omnisciência do gajo. Quando há um lance perigoso, como um livre ou um penalti, não consigo sentir aquele frenesim tão agradável da expectativa, pois estou sempre a ver se o palhacito salta da cadeira a gritar «Golo». Se, no momento do arranque do jogador X ou Y para a bola, o funcionário da AMERICAN EXPRESS ainda estiver em silêncio, já sei que o lance irá dar em nada. Ou seja: desaparece 99% da piada que é ver um jogo de futebol na televisão. Já tentei várias vezes chamar aquele ser humano à razão, mas em vão. O tipo responde sempre com máximas do género:

- Estamos num país livre.

ou

- O rádio é meu.

e até já ouvi um

- Vai-te mas é foder.

Nos últimos dias (vejam só ao ponto a que chegou o meu desespero), até tenho sonhado com o gajo. Imagino que ele me segue por toda a parte munido do seu boné e respectivos auscultadores e que, como por artes mágicas, consegue adivinhar, com 3 ou 4 segundos de antecedência, o que me irá acontecer. Se ouço o gajo a dizer «Bem feita!», sei que, poucos segundos depois (e sem que possa fazer nada para o impedir), algo de muito chato me irá acontecer, tipo dar-me um ataque de diarreia ou cair-me um vaso em cima dos cornos. A sério, é uma angústia filha da puta. Tudo isto é particularmente enervante e eu, que me considero um gajo pacífico, sinto que, qualquer dia, ainda lhe vou às trombas. O problema é que, com aquele maldito delay, o gajo é bem capaz de se desviar a tempo.

Publicado por João Pedro da Costa às maio 27, 2005 03:40 PM

Comentários

LOL!

(pá, deviam mandar pendurar uma fotografia tua, emoldurada, em todas as salas de aula do país)

(isto foi um momento de bajulação da mais vil e pegajosa)

Publicado por: Mi em maio 27, 2005 03:50 PM

LOL!
A minha sádica sugestão é um telemóvel ligado junto do rádio do referido funcionário. Tais interferências vão deixa-lo, esperemos, tão lixado que só vai ouvir o gooooooooolo depois do café inteiro saltar!

Publicado por: sofia em maio 27, 2005 04:01 PM

João, amo-te.
(isto era o que todas as mulheres que por aqui passam gostavam de dizer e não conseguem)

Publicado por: Fred em maio 27, 2005 04:19 PM

Fantástico, João Pedro.

Publicado por: HFR em maio 27, 2005 04:29 PM

Silêncio.
Vénia.
Vou ler outra vez.
(se não é a tua melhor posta, vou ali e já volto)

Publicado por: catarina em maio 27, 2005 04:32 PM

Fred: eu também te amo, rapaz.

Catarina: eu já sabia que eras menina para gostar desse texto. :)

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 04:44 PM

Acabo de saltar até aqui, e deparo logo com um dos melhores textos que já tive o prazer de ler neste blog-universo. Extraordinário.

Agora, relativamente ao tal gajo, não sei mesmo o que te diga, para o pôr fora de combate... Só me ocorrem cenas estranhas em becos escuros, e é melhor não ir por aí...

Publicado por: Andy em maio 27, 2005 04:51 PM

(E também amo a Mi, pois claro)

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 04:51 PM

LOL
Oh derFred, eu não concordo contigo. Eu venho aqui, sou mulher ou rata, como quiseres, e não tenho vontade nenhuma de lhe dizer: amo-te. Sorry.

Publicado por: Rata Zinger em maio 27, 2005 04:53 PM

(Fred, que não seja por isso.)
Amo-te pá. Quando te inspiras não há ser vivo que (te)resista.

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 05:03 PM

Isabel: vai dizer isso ao gajo da AMERICAN EXPRESS...

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 05:21 PM

Mas quem é que te diz que o homem te resiste...na volta, o gajo só lá vai por tu lá estares...
Ou tavas a sugerir que eu dissesse ao homem que o amo?
Que não seja por isso: Gajo do American Express, amo-te pá.
Agora importas-te de deixar o João Pedro ver os jogos sem te ir às trombas?

(JP, sabe-se lá, pode ser que resulte...)


Publicado por: isabel em maio 27, 2005 05:34 PM

Valha-me Nossa Senhora, olha-me este paneleiro (I won't lick your boots).
João e Fred, amo-vos.

Publicado por: susana em maio 27, 2005 05:59 PM

Susana, és correspondida.

Publicado por: Fred em maio 27, 2005 06:03 PM

lol O derFred está inspirado.

Publicado por: Rata Zinger em maio 27, 2005 06:10 PM

A correspondência é uma cena manhosa, mas bonita de se ler: leitores d'As Ruínas, amo-vos a todos.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 06:13 PM

ISABEL: «Que não seja por isso: Gajo do American Express, amo-te pá.» - LOL

E uma palavra muito especial para um novo comentador d'As Ruínas: Andy, sejas bem-vindo.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 06:14 PM

ó queridos... estou a ficar comovida.

Publicado por: susana em maio 27, 2005 06:28 PM

Muito obrigado pela recepção, já muito tinha visto sobre As Ruínas, hoje não resisti a comentar.
Parabéns pelo texto e também pelo tanto amor que transpira nestes comentários!

Publicado por: Andy em maio 27, 2005 06:30 PM

suasana, eu também...tou mesmo quase a chorar...
Também não te importas que eu te ame e de amares o gajo do American Express,pois não?

Gajo do American Express, eu,a Susana e o João Pedro, amamos-te, pá!

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 07:03 PM

Andy:
E ainda não sabes tu das orgias das 4ªs feiras, dias 25. Ainda na passada 4ºa feira foi um regabofe que só visto, o derFred e o JPC ainda hoje não andam direitos.

JP:
Lá estás tu com as tuas "habituais cenas francesas" ;) (esta é semi-private) Que é que queres, pá, não me lembrei que eras avec. Tive uma namorada avec que fazia as cenas todas por pura libertinagem, que não verdadeira liberdade, sem as pensar e só saía merda. Ela, se me entendes, acabava por não ser verdadeiramente livre, pois estava sempre condicionada pela necessária negação - mesmo que concordasse com a cena em avaliação.

Publicado por: monty em maio 27, 2005 07:07 PM

Eu também te amo, João. Pois claro.

Publicado por: Mi em maio 27, 2005 07:12 PM

Monty, tiveste uma namorada avec qui?

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 07:16 PM

F***-lhe o chapéu quando o apanhares distraído ;-)

Publicado por: Hipatia em maio 27, 2005 07:18 PM

ah?
oulahlahlah...
oui, oui... fom-fom-fom! ah!?

Publicado por: monty em maio 27, 2005 07:20 PM

O Monty passou-se.

Publicado por: Fred em maio 27, 2005 07:43 PM

Monty: LOL. Eu também tive algumas namoradas francesas (reparem nesse plural cheio de significado), mas comigo, garanto-te, nunca lhes deu para a libertinagem. (Tirando isso, compreendo perfeitamente o teu comentário.)

Je suis un petit garçon parce que je vais au supermaché faire des petites courses très jolies.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 27, 2005 07:45 PM

Não Fred, ele fica assim, sempre que fala francês...acho que não tem cura...

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 07:46 PM

Porque os relatos dos jogos na televisão são, muitas vezes, do tipo: "Chico (pausa de 5 segundos)... Segismundo (nova pausa)... Anacleto (idem)... perigo e golo!", há um velho hábito de assistir aos jogos na TV, ouvindo o relato da rádio.

Com os jogos da Sportv não dá mesmo para fazer isso: é um atrofio estar a ouvir 'o que ainda não aconteceu'!...

P. S. Magnífica a breve introdução ao peculiar ecossistema do café (ou seja, esperamos pelos próximos capítulos).

Publicado por: Leonel Vicente em maio 27, 2005 07:50 PM

oulahlahlah... oui, oui... fom-fom-fom! ah!? Je suis très content parce que je suis très content! oulahlahlah... oui, oui... fom-fom-fom!

Publicado por: monty em maio 27, 2005 08:05 PM

L' amour est enfant de bohème qui n' a jamais connu de loi.

Publicado por: Rata Zinger em maio 27, 2005 08:05 PM

(João Pedro, o que é que a gente lhe faz???)
Monty, est-ce que tu aimes le Gajô De l' Americain Expressô, aussi?

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 08:26 PM

Carago, JPC, esta tua entrada é absolutamente maravilhosa.

Fico(amos) anciosamente à espera de novos capítulos passados no teu café maravilha.

Parabéns e obrigado.

Macedo do Couto

Publicado por: Macedo do Couto em maio 27, 2005 08:39 PM

Isabel, tem paciência, eu não consigo amar o gajo do American Express, ele tem o cabelo empastado.

Publicado por: susana em maio 27, 2005 08:52 PM

Susana, era para ajudar o JP. E depois pode-se sempre cortar o cabelo aos gajos enquanto eles vêam a Sport TV...olha exeperimenta lá a dizer esta frase alto...rima...tão bonito. Eu hoje tou muita inspirada.Meter JP a rimar com Sport TV.UAUU!!!
Tás contente, Joãozinho?

Publicado por: isabel em maio 27, 2005 09:12 PM

A Isabel também se passou.
Deve ser alguma avaria no Afixe.

Publicado por: Fred em maio 27, 2005 09:22 PM

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Publicado por: susana em maio 27, 2005 10:14 PM

Esta posta é um filme italiano filmado por um francês. Dá-me mais pedra ler-te que fumar um charro.

Quanto ao gajo do rádio nunca te aconteceu, por puro azar, entornares o fino por cima do dito aparelho quanto te levantavas para gritar goolo? Ou por ainda pior coincidência cair-te o copo para cima das calças dele?

Publicado por: maria arvore em maio 27, 2005 10:14 PM

Olha, agora foi o prazo de validade da Susana que expirou.

Publicado por: Fred em maio 27, 2005 10:31 PM

Vou fugir... daqui...

Publicado por: Carolinette em maio 27, 2005 11:20 PM

Post genial, João!
A sugestão da Sofia pareceu-me ser interessante: experimenta! Vai-lhe "atasanando" o relato com as interferências do telemóvel. Pode ser que o homem desista!

Não sabia que eras de Canidelo. Não fica muito longe da "minha" Praia da Aguda! :)

Saudações

Publicado por: Carriço em maio 28, 2005 12:59 AM

Por acaso, acaba de me acontecer uma desgraça mais ou menos. Mas enfim, há que ser sereno e pensar no amanhã.

Je suis un petit garçon qui manque son petit chat.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 28, 2005 01:01 AM

Il reviendra.

Publicado por: Fred em maio 28, 2005 01:54 AM

Que deus te ouça, amigo. Ele tem aqui uma brilhante oportunidade para eu lhe ganhar um pouco de respeito.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 28, 2005 02:11 AM

Então, pá, que é isso? Tá aqui, tá aí. Essa malta não falha!

Publicado por: monty em maio 28, 2005 02:30 AM

João Pedro,
Em relação ao teu comentário no meu cantinho: já que não os podes vencer, junta-te a eles, digo eu - publicidade no fim do post é uma ideia para tirar umas massas. Do género: "post Powered por Flor de Campo de Ourique", ou seja lá qual for o nome do café. Embora eu acho que o café deve-se chamar "Fellini", ou algo assim.

Publicado por: batatas em maio 28, 2005 09:07 AM

Já me restabeleci da minha pequena avaria. Bom dia.

Publicado por: susana em maio 28, 2005 01:53 PM

João!! Só mesmo tu para não pedires o que querias só porque o senhor do café adivinhou!!
Quanto ao gajo da American Express... raio que o parta... Se fosse a ti procurava um café onde fosse frequentado por um funcionário do MasterCard ou do VISA!

Publicado por: Pedro em maio 28, 2005 04:57 PM

JPC,
Só comento agora devido ao delay. Queria ter a certeza de que este post não seria emoldurado e os comentários deixarem de ser acessíveis, escondidos nas costas viradas para a parede.
E esse gajo deve ser o mesmo que está no meu clube video à espera que eu agarre um DVD por entre hesitações para logo em cinco palavras fazer questão de resumir o fim - já esgotei quase toda a oferta de filmes sem quase ter visto nenhum. Quer isto dizer que alem de visionário e filho-da-puta, pelos vistos tem ainda o dom da transmutação.

Publicado por: Eufigénio em maio 29, 2005 11:41 AM

Magnífico post, JP. Aqui perto de casa também há um café parecido, embora sem o homem da American Express (vá lá) nem o genial homem das palavras cruzadas.
Caraças, pá, tu és o David Attenborough da blogosfera portuguesa.

Publicado por: José Mário Silva em maio 29, 2005 12:34 PM

Zé Mário: o sotaque é que é ligeiramente diferente.

Eufigénio e Pedro: LOL.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 29, 2005 02:42 PM

Ora f***-se.
Como te compreendo.

Publicado por: Life Drone em maio 29, 2005 04:32 PM

Eu amo JPC e o seu talento. Não desgosto do Fred apesar de ser um oferecido e só estou com o gajo da American Express porque ele parece que lê o meu pensamento quando estamos na cama.

Publicado por: PN em maio 29, 2005 08:41 PM

Atrasada embora, acho que chego na mesma a tempo de dizer que este post é um dos melhores que já te li.

Publicado por: Zu em maio 29, 2005 11:24 PM

PN: estás cada vez mais refinado. LOL. Não é, Fred?

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 30, 2005 03:42 AM

É é.

Publicado por: Fred em maio 30, 2005 03:43 AM

Fabuloso.

Publicado por: vague em maio 30, 2005 09:22 AM

Seus bajuladores.

Ainda relativamente ao teu post: Olha que podia ser bem pior. Se fosses ao mesmo café que o Pinto da Costa levavas com um delay de uma semana.

Publicado por: PN em maio 30, 2005 10:41 AM

Magnífico post JP!!
Já agora, o gatinho apareceu?

Publicado por: M. em maio 30, 2005 11:37 AM

(Não há gatinho pra ninguém).

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 30, 2005 01:59 PM

:(
beijinho

Publicado por: Mi em maio 30, 2005 02:11 PM

(que aconteceu ao Xico? :( )

Publicado por: Zu em maio 30, 2005 02:48 PM

(A sério????
OOOhhhhhh....
Mas há quantos dias ele desapareceu? Pode ser que ainda volte...
Um beijinho para ti, JP - não serve de consolação, mas que se pode fazer?)

Publicado por: M. em maio 30, 2005 03:46 PM

Estive desde meados da semana passada de férias e só hoje aqui entrei, com muita pena de não ter participado naquela animação toda dos meus colegas aphixadores...
O post é magnífico! JPC no seu melhor!!!! Já todos o disseram mas tenho de o repetir: está quase perfeito.
(creio ter entendido, por alguns comentários, que houve um problema com o teu Xico; pela minha experiência pessoal com animais que "andam à solta", por vezes vão vadiar deixando-nos muito preocupados mas aparecem tempos depois - se calhar não te consola nada, mas juro que aconteceu muitas vezes!)

Publicado por: Emiéle em maio 30, 2005 03:48 PM

Oxalá tenhas razão, Emiéle. Mas já não tenho grandes esperanças.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 30, 2005 05:28 PM

JP, uma amiga minha tem uma gata que se surripiou de casa pela janela aberta. Procurou-a durante uma semana, desistiu de a encontrar quando uma semana depois(!) descobre a gatinha escondida num buraco perto de casa. Alguém a alimentou e ela, habituada a estar em casa, nem saiu do tal buraco onde se enfiou. 15 dias. Está em casa, está bem e recomenda-se.

Publicado por: vague em maio 30, 2005 10:49 PM

Obrigado, Vague. :)

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 31, 2005 03:05 AM

pois eu percebo exactamente a dúvida do JP em relação a "fintar" o funcionário do café. tb n gosto que me perguntem se é costume. pq é sempre o costume, de facto. e a problemática dos cafés matinais não é coisa dispicienda. é fundamental para um dia, digamos, "equilibrado". já fugi de imensos cafés só pq n eram o que queria. mas nunca encontrei ninguém do american express. tb pq os q vou não tem televisão.

Publicado por: Tiago em maio 31, 2005 01:00 PM

O pequeno almoço é, de facto, fundamental, Tiago. Define logo logo o nosso dia.

Publicado por: João Pedro da Costa em maio 31, 2005 03:04 PM

Sobretudo se é tomado às duas da tarde. Concordo absolutamente.

Publicado por: Fred em maio 31, 2005 07:35 PM

:)

Publicado por: João Pedro da Costa em junho 1, 2005 12:21 AM

phototributo a big lebowski -> http://pat.blogspot.com

Publicado por: dude em junho 1, 2005 01:07 AM

diz-me que pequeno-almoço tomas, dir-te-ei quem és

Publicado por: Mi em junho 2, 2005 09:54 AM

Meia de leite e torrada.

Publicado por: Fred em junho 2, 2005 01:07 PM

meia de leite de máquina e croissant com creme. e a leitura do Público.

Publicado por: Tiago em junho 2, 2005 01:51 PM

De máquina, evidentemente. :)

Publicado por: Fred em junho 2, 2005 01:56 PM

um pão alentejano com manteiga e queijo, 1 litro de leite com café :))

Publicado por: Mi em junho 2, 2005 02:09 PM

estou a ver.
o fred é porventura uma pessoa discreta. toma um pequeno-almoço circunspecto, quiçá sonhando com algo que o exaltasse. o detalhe da meia de leite "de máquina" revela um bom nível de exigência.
o tiago será mais expansivo. não disfarça a sua gula de viver. associa o doce prazer do croissant à leitura do jornal, uma companhia para o seu lado mais intimista.
a mi é simplesmente alarve.

Publicado por: Dr. Mictório, cofiando a barba em junho 2, 2005 02:15 PM

LOL (Dizes as coisas mais lindas, Dr. Mictório)

Publicado por: Fred em junho 2, 2005 02:17 PM

Mictório, para si sou Dra. Simplesmente Alarve, se faz favor.

Fred, :))

Publicado por: Mi em junho 2, 2005 02:23 PM

pois é "só" o pequeno almoço. normalmente a única parte do dia em que não sou nem intimista nem expansivo. sou só.

Publicado por: Tiago em junho 2, 2005 09:23 PM

no limite não somos todos?

Publicado por: Mi em junho 2, 2005 10:49 PM

Somos como a árvore no Verão alentejano.

Publicado por: Fred em junho 3, 2005 12:07 AM

seca e a fazer sombra?

Publicado por: Tiago em junho 3, 2005 01:48 PM

É dum poema do Ruy Belo que a Isabel publicou no Afixe. Vai ver.

Publicado por: Fred em junho 3, 2005 06:14 PM

como uma ilha

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 12:45 PM

exaltada de excessos

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 01:09 PM

sublimes

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 02:14 PM

arestas

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 03:14 PM

de solidão

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 03:20 PM

A Mi está a precisar de tomar o pequeno-almoço

Publicado por: Dr. Mictório, bocejando em junho 4, 2005 03:21 PM

Desta vez a gerência sugere um pão de Mafra de quilo ainda quente com manteiga dos Açores, café fresco e leite de agricultura biológica. Um litro. De cada.

Publicado por: Dr. XS em junho 4, 2005 07:23 PM

:)

Publicado por: Mi em junho 4, 2005 07:33 PM

Dr. XS: para a Mi serão precisos 20 pães desses.

Publicado por: João Pedro da Costa em junho 5, 2005 01:46 PM

Moderação, meu caro. Moderação.

Publicado por: Dr. XS em junho 5, 2005 02:36 PM

Bravo, JPC. No teu melhor! ;)

Publicado por: NOITE em junho 8, 2005 05:49 PM

OI JP!!!
EU MELHOR Q TODA A GENTE POSSO FALAR DESSA SITUAÇÃO DA SPORTV, POIS TENHO 1 CAFÉ!!!! SÓ Q LÁ NÃO EXISTE O TAL FULANO! QUEM NOS TIRAVA TODO O IMPACTO DOS GOLOS (POR EXEMPLO NO EURO 2004 NOS PENALTIS COM A iNGLATERRA) ERAM O PESSOAL QUE ESTAVA A VER O FUTEBOL NO SALÃO DE JOGOS! NA NOSSA TELEVISÃO O CROMO DO BECKHAM AINDA NÃO TINHA CHUTADO E OS ESTRAGA F**AS JÁ ESTAVAM A BATER PALMAS. É TERRIVEL! PERDE-S TODA A EMOÇÃO!!! VIADA DE CAFÉ TEM TANTO Q SE LHE DIA, AQUILO É UMA PARODIA TODOS OS DIAS!!!!!

Publicado por: Lisete em junho 9, 2005 10:39 AM