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julho 27, 2005
Post à Carl Dreyer

Publicado por João Pedro da Costa às 03:00 AM | Comentários (31)
julho 26, 2005
pelosanimais.org

Leitor d'As Ruínas que se preze tem de bloggar com uma T-Shirt dessas vestidas. A pelosanimais.org está a levar a cabo uma importantíssima campanha de esterilização de animais domésticos abandonados. Não é que seja um apologista desta prática, mas a verdade é que esta delicada operação, para além de evitar o crescimento do número de animais vadios a viver em condições super-precárias, previne doenças a médio-prazo nos animais e exponencializa as probabilidades de adopção. Para participar e receber esta lindíssima T-Shirt, basta contribuir com 6 Euros. Depois, poderão acompanhar aqui a evolução dos trabalhos e, porque não?, adoptar uma das inúmeras belezas que por lá se encontram.
(Eu já passei a fase I e estou em vias de entrar na II...)
Publicado por João Pedro da Costa às 10:24 PM | Comentários (5)
julho 25, 2005
Ah pois é

Publicado por João Pedro da Costa às 12:57 AM | Comentários (54)
julho 24, 2005
Post Evangelista
Aleluia, Aleluia!!!
Reach out your hand and touch the screen!!!
Coz even the blind ones can see Him!!!

Publicado por João Pedro da Costa às 03:24 PM | Comentários (42)
julho 22, 2005
Post agá dois ó

Publicado por João Pedro da Costa às 11:39 PM | Comentários (47)
Post eólico

Publicado por João Pedro da Costa às 05:32 PM | Comentários (24)
Listening Sessions #27 (I guess we'll just have to adjust)

Eu, o Rei dos Palermas, me confesso: apesar de um comentador d'As Ruínas me ter alertado para o álbum há alguns meses atrás e das considerações entusiásticas do Fred, o Príncipe dos Palermas, a verdade é que só esta semana adquiri esta absoluta maravilha que é FUNERAL (2005) dos Arcade Fire.
O centro nevrálgico-criativo dos Arcade Fire é bilingue: os canadianos Win Butler e Régine Chassagne formam a banda com mais quatro elementos em 2003. Algures entre o final da gravação do primeiro EP e o início da deste primeiro disco, os dois casam-se («partially due to the intense heat», como vem referido no belíssimo desdobrável do disco). Nos meses seguintes, ao longo de quase um ano de gravações, 9 (repito: nove) pessoas pertencentes ao círculo familiar dos seis elementos da banda acabam por morrer. Como é óbvio, essas perdas acabariam por se reflectir na composição e na gravação das canções do disco, sendo, de resto, essa influência imediatamente identificável no próprio título.
O incrível, contudo, é que, longe de estarmos perante um trabalho depressivo e obscuro, o disco de estreia dos Arcade Fire é um autêntico manifesto de criatividade, cheio de energia positiva. Mais: não obstante os arranjos orquestrais que pululam aqui e ali, estamos sobretudo na presença de um álbum rock, cheio de guitarras eléctricas, iluminado por uma secção rítmica irrepreensível e por uma voz absolutamente inacreditável, algures entre um David Byrne histérico e um Peter Gabriel embebido em LSD. Definir o espectro musical dos Arcade Fire torna-se um exercíco prolixo: poderia falar da ironia dos dois primeiros álbuns dos Tindersticks, da aura decadente da fase berlinense de David Bowie e Brian Eno, do romantismo sofisticado dos Roxy Music, ou mesmo da euforia psicadélica dos já referidos Talking Heads - contudo, no meu imaginário musical, o disco deste grupo canadiano vem ocupar um lugar preciso junto a um conjunto de álbuns que, nos últimos anos, elevaram o rock do novo continente para patamares inauditos. Se forem, como eu, fãs devotos de discos como DESERTER'S SONGS (1998) dos Mercury Rev, de THE SOFT BULLETIN (1999) dos Flaming Lips ou de IT'S A WONDERFUL LIFE (2001) dos Sparklehorse, podem adicionar mais um disco à vossa lista: este belíssimo FUNERAL (2005) dos Arcade Fire.
Escolher um tema do disco para colocar neste post é a coisa mais fácil do mundo: é só fechar os olhos e escolher à sorte. O acaso ditou este «Wake Up», talvez a canção mais «Flaming Lips» do disco, uma autêntica desbunda sónica e psicadélica, com harpas, piano, violinos, harmonias vocais, mudanças de «tempo» e, porque de rock estamos a falar, um riff de guitarra de primeiríssima água. Uma absoluta delícia.
Pois é. Ia agora escrever que este é o disco do ano, mas não o faço. Nunca fui muito dado a eufemismos.
WAKE UP (Arcade Fire, 2005)
Something filled up
My heart with nothing
Someone told me not to cry
Now that I'm older
My heart's colder
And I can see that it's a lie
Children, wake up
Hold your mistake up
Before they turn the summer into dust
If the children don't grow up
Our bodies get bigger but our hearts get torn up
We're just a million little god's causin rain storms turning every good thing to rust
(I guess we'll just have to adjust)
With my lightning bolts a glowing
I can see where I am going to be
When the reaper he reaches and touches my hand
Better look out below!
Publicado por João Pedro da Costa às 03:40 PM | Comentários (24)
julho 16, 2005
14 de Julho de 2005

A toda a malta boa onda que esteve, na passada Quinta-feira, no lançamento d'As Ruínas: muito obrigado por terem feito de mim o gajo mais feliz e pateta do mundo. Teria de perder as mãos de vista para vos dar um abraço correspondente à minha gratidão. E, claro está, um obrigado ainda mais super-especial para o Zé Mário, o Luís Rainha e o Daniel Jonas por terem sido as verdadeiras estrelas daquele fim-de-dia.
(215 / 18 = 12,5 + gorjas)
ADENDA: para uma descrição minuciosa do evento, consultem a superlativa reportagem do Tuby.
Publicado por João Pedro da Costa às 11:40 PM | Comentários (38)
julho 13, 2005
Daniel Jonas

O Corpo Está Com o Rei (AEFLUP, 1997)
Moça Formosa, Lençóis de Veludo (Cadernos do Campo Alegre, 2002)
Os Fantasmas Inquilinos (Cotovia, 2005)
Ontem, a blogosfera proporcionou-me o maior momento de alegria em quase um ano de leituras. Estava eu a navegar neste magnífico blog, quando leio a seguinte entrada escrita por Osvaldo M. Silvestre:
«Será Daniel Jonas a maior revelação da poesia portuguesa na década que corre? Por mim, não vejo quem lhe possa retirar por agora esse título.»
Ok, sou um bocadinho suspeito: sou amigo do Daniel há quase dez anos, publicámos os nossos primeiros livros ao mesmo tempo e na mesma editora, e desde o primeiro minuto que sou um fã incondicional da sua escrita. Mas o texto do Osvaldo M. Silvestre representa, pelo menos para mim, enquanto leitor compulsivo da obra do Daniel, um momento importantíssimo: o primeiro em que alguém exprime, por escrito, um deslumbramento que me é extremamente familiar: o da leitura dos seus poemas. Tenho a certeza que se seguirão muitos mais.
Devido à minha condição priveligiada, é óbvio que, para mim, o Daniel Jonas será, em 2005, tudo menos uma revelação, mas uma absoluta certeza. Em 1997, por exemplo, no livro O CORPO ESTÁ COM O REI, já se podia ler esta arrebatadora arte poética:

ou uma reinvenção da «coita de amor» da lírica trovadoresca numa cantiga de contribuinte, na qual o vocabulário retirado no Modelo 2 do IRS ganha uma nada previsível conotação sexual:

Num percurso sempre ascendente, MOÇA FORMOSA, LENÇÓIS DE VELUDO, de 2002, mostra um Daniel ainda mais mestre da sua sintaxe e extremamente consciente de que a verdadeira questão por detrás do lirismo, não é a do «eu», mas a do desejo:

Quanto ao seu último livro, OS FANTASMAS INQUILINOS, editado há poucas semanas, deixo a pessoas imensamente mais capazes como Osvaldo M. Silvestre, a tarefa de sobre ele escreverem. Apenas vos digo que encontro lá, em cada nova leitura, alguns dos mais belos poemas que já li na minha vida. O menor deles não será, com certeza, este que vos deixo de seguida e em que me parece que o Daniel terá resolvido, como em nenhum outro poema seu, o problema árduo da respiração na poesia:

Os livros estão aí à venda. Vocês estão à espera de quê?
Publicado por João Pedro da Costa às 06:13 PM | Comentários (30)
julho 12, 2005
Butterfly Effect
À força de tanto se levantar a altas horas da noite para esclarecer, via telefone, as minhas súbitas dúvidas discográficas, um amigo meu ganhou uma hérnia discal.
(Fred & João)
Publicado por João Pedro da Costa às 02:23 AM | Comentários (44)
Aviso
Como este blog encontra-se meio moribundo, eu e o Fred resolvemos elaborar um «plano de salvação» (o Fred chama-lhe «eutanásia», mas tá bem), que passará pela publicação de uma série de posts escritos a meias.
Quem avisa, meu interlocutor é.
Publicado por João Pedro da Costa às 02:14 AM
julho 08, 2005
A pé fica longe

Era só para avisar o pessoal eventualmente interessado (e um gajo sabe que há malta para tudo) que, no próximo dia 14 de Julho, feira n.º 5, sou gajo para se meter no Alfa e ir até Lisboa para participar na apresentação do livrinho destas Ruínas (discos para ouvir na viagem: THE SOFT BULLETIN dos Flaming Lips e IN A BAR, UNDER THE SEA dos dEUS). Os distintos oradores de serviço serão o José Mário Silva e o Luís Rainha, dois bacanos do Blogue de Esquerda e, claro, o Paulo Querido e o Luís Ene, a dupla de meninos responsáveis pela LEITURASCOM.NET. Toda esta gente altamente suspeita reunir-se-á, às 19h, no Bar do Teatro A Barraca, ali à beira de Santos. Se aparecerem, a única coisa que vos podemos prometer, pelo menos para já, são os belíssimos jacarandás do jardim que fica em frente ao bar, o que, neste mundo em que vivemos, e permitam-me que fale agora um pouco por mim, corresponde praticamente a tudo.
Mas um gajo depois promete o resto.
Publicado por João Pedro da Costa às 02:04 AM | Comentários (42)
julho 05, 2005
Blog Coughing #4

E chegamos, finalmente, ao terceiro e (infelizmente) último disco dos Soul Coughing: o amarelíssimo EL OSO (1998). Este é, sem dúvida, o álbum mais upbeat da banda, aquele em que a guitarra (que nunca foi proeminente nas suas canções, é um facto) é definitivamente relegada para um plano secundário (a única verdadeira excepção é «St. Louise Is Listening»), e ainda aquele em que a voz de M. Doughty se liberta da rédea das palavras para se assumir como «apenas» mais um instrumento musical. E que instrumento.
Para já, deixo-vos aqui o tema mais óbvio: «Circles», o primeiro single do álbum e que ainda teve direito a um considerável airplay. Parece quase uma lenga-lenga infantil, tipo super-pop limão, com a guitarra e o baixo aos soluços e um refrão arriscadíssimo. Como sempre, funciona. Mas, desta vez, numa fascinante corda bamba.
[O ficheiro esteve disponível nas 48h seguintes à publicação do post.]
CIRCLES (M. Doughty, 1998)
When you were languishing in rooms I built to foul you in
And when the wind set down in funnel form and pulled you in
I don't need to
walk around in circles
walk around in circles
walk around in circles
walk around in
And when the ghostly dust of violence traces everything
And when the gas runs out, just wreck it, you insured the thing
(Dum-da-dum-da-dum-well-i'm-going-i'm-going)
But I can't sigh now that you made the move
It has gone and gone to dogs, lay down on the floor
For the right price I can get everything
Slip into the car, go driving to the farthest star
Publicado por João Pedro da Costa às 10:00 PM | Comentários (19)