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agosto 31, 2005

Listening Sessions #29 (Us kids know)

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O momento mais alto da minha incursão pelos Festivais de Verão deste ano foi, sem dúvida, o concerto ao vivo dos incomparáveis Arcade Fire. Tocaram durante uma horita em Paredes de Coura a quase totalidade do álbum de estreia, mais dois temas que desconhecia: um escrito para a magnífica série Six Feet Under (aconselho os fãs da mesma a não acederem ao site, senão ainda descobrem que o Nate morre na 5.ª série) e outro supostamente retirado de um EP que a banda teria gravado em 2003.

Ora acontece que esse EP homónimo foi reeditado há algumas semanas e que eu, bruxo, já estou na posse do mesmo. O disco é uma magnífica colecção de sete canções que se aproximam perigosamente da excelência de FUNERAL. Talvez se nota aqui ou ali as influências da banda de forma menos digerida, mas temas como «Old Flame», «Headlights Look Like Diamonds» ou «Vampires / Forest Fire» não ficam em nada a dever ao resto do reportório da banda.

O tema que vos deixo aqui é o mesmo que ouvi pela primeira vez ao vivo em Paredes de Coura: «No Cars Go». Uma autêntica desbunda sónica, onde as vozes e a secção rítmica parecem travar uma luta desigual com o acordeão de Régine Chassagne. A letra, essa, é uma sublime delimitação do universo apocalíptico-infantil em que se move FUNERAL. Preparem-se para o estalo.

[O ficheiro esteve disponível nas 48h seguintes à publicação do post.]

NO CARS GO (Win Butler & Régine Chassagne, 2003)

We know a place where no planes go
We know a place where no ships go

Hey! No cars go
Hey! No cars go
Where we know

We know a place where no space ships go
We know a place where no subs go

Hey! Us kids know
Hey! No cars go
Where we know (one, two, three, four)

Between the click of a light
And the start of a dream

I don't want any pushing
And I don't want any shoving
We're gonna do this in an orderly manner
Women and children! Women and children!
Women and children, Let's go!
Old folks, Let's go!

Publicado por João Pedro da Costa às 04:43 PM | Comentários (33)

agosto 25, 2005

A Ruína Toca A Todos (ou: Pelo Menos, Não Custa Nada Tentar)

Caríssimos leitores d'As Ruínas Circulares:

é com imenso prazer que estou aqui para vos apresentar a primeira rubrica periódica deste blog. Graças a um protocolo assinado agora mesmo com a UNICRE, todos os meses os leitores destas ruínas poderão participar num passatempo interactivo muito giro chamado A RUÍNA TOCA A TODOS.

Para participar, basta serem os legítimos proprietários (pensando melhor, nem isso: basta terem o bicho na mão e saberem o código secreto) de um cartão de Multibanco e, claro, possuirem o bom-gosto de frequentar este blog.

O jogo consiste no seguinte: todos os meses deixarei aqui num post uma série de talões com códigos de liquidação de dívidas via MB. É suposto estarem sempre muito atentos e tentarem ser os primeiros a pagarem os referidos débitos (aconselho vivamente a impressão do post, não vai o diabo tecê-las e se esquecerem dos códigos quando forem efectuar o pagamento). Se (que o referido diabo seja cego e surdo) ao efectuarem a operação surgir uma mensagem no caixa automático a dizer «Pagamento já efectuado» é porque foram lentos e morcões e outro leitor mais astuto se adiantou a vocês.

Depois de efectuarem o pagamento (ia agora escrever que cada leitor apenas pode pagar um talão, mas penso ser melhor não complicar em desmasia as regras), basta introduzirem o respectivo talão num envelope e enviá-lo por correio para:

João Pedro da Costa
Rua da Sargenta, 740
4400/573 Canidelo VNG

Se escreverem o remetente, peço-vos igualmente para enviarem um envelope vazio devidamente selado para eu depois vos enviar o magnífico prémio a que têm direito (estão preparados?): a factura original devidamente assinada aqui pelo «je» e com o desenho de um coelho suicida à Andy Riley. No fundo, algo do género:

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embora eu prometa variar a cor da caneta e as posições do coelhinho (bué da nice, não é?). Mas vamos lá ao que interessa, que é o passatempo deste mês, pois sei que estão todos mortinhos de poder participar. Deixo-vos aqui três

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talões, com um prazo de liquidação que apenas termina no final da primeira semana de Setembro. O truque, aqui, consiste em saber qual será o talão mais procurado. O de valor mais baixo? O mais alto? Ou ou do meio? Enfim, são estas as características que farão deste original passatempo interactivo um verdadeiro sucesso e um marco na história da blogosfera que, estou certo, o Pacheco Perreira não deixará de referir no seu blog com a pertinência que todos nós lhe conhecemos.

Pessoal: alea jacta est.

Publicado por João Pedro da Costa às 06:00 PM | Comentários (41)

agosto 24, 2005

Listening Sessions #28 (Looks like it all went wrong)

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A insaciável busca de discos que de alguma forma possam surpreender o horizonte de expectativas que cada um de nós possui em relação ao universo da pop possui perigos que me são bem familiares (com esta frase acabo de ganhar o prémio da frase mais palerma jamais escrita no começo de um post). A arrogância, a hiper-sensibilidade e o cinzentismo, por exemplo. Mas mais grave ainda será, porventura, o estreitamento da capacidade de nos deslumbrarmos (deixa-te estar, que este parágrafo também ficou windo).

Vem tudo isto a propósito de um disco que me foi gentilmente oferecido há cerca de dois meses (olá, Fred) e cuja primeira audição me causou aquela sensação desagradável de «déjà-entendu». Encostei o disco às boxes, confirmei as minhas suspeitas quanto à generosidade de certas pessoas (olá, Fred, de novo por aqui?) e regressei à audição exaustiva dos meus heróis de 2005, caso de Antony, Arcade Fire, M. Ward, Andrew Bird, LCD SoundSystem, Beck, Kasabian e MIA, só para citar alguns. Contudo, quando parti de férias, acabei por pôr na mala o tal CD que me tinham oferecido (Fred, e se me desamparasses a loja, hum?) e, agora que estou de regresso, posso vos dizer que o disco de estreia dos The Magic Numbers foi, e ainda é, a banda-sonora ideal para o meu Verão de 2005.

Não se deixem enganar pelo facto de o álbum fazer parte dos nomeados do Mercury Prize deste ano: não há aqui absolutamente nada de novo. Pega-se no supra-sumo da folk e do rock da década de 60 (Dylan, Mamas & Papas, Beach Boys), dá-se-lhe duas mexidelas, acrescenta-se uma produção competente, exagera-se aqui e ali nos apontamentos retro, e pronto: tá a coisa feita. Dito assim até parece fácil, mas há uma coisa que THE MAGIC NUMBERS tem que não é o resultado de qualquer fórmula descartável: o facto de haver lá grandes canções, temas solarengos e boa-onda, cheios de Vitamina C, que tresandam a maresia e a Ambre Solaire e que nos dão vontade de prolongar o mês de Agosto até Julho do próximo ano. Mas, volto a repetir, não há aqui nada de novo. É tudo muito simples e previsível. Mas caramba: oxalá nunca deixe de ser capaz de gostar de discos como este.

O tema que vos deixo é o primeiro single do álbum, «Forever Lost», e foi o tema que me deu a conhecer este brilhante quarteto. É uma canção com Via Verde, acessível a todos, desde que deixem os vossos preconceitos à porta e que não passem por ela com uma velocidade excessiva. Va lá. Não sejam medricas e façam como eu: descubrem o simplório (ou o Fred) que há em vocês.

[O ficheiro esteve disponível nas 48h seguintes à publicação do post.]

FOREVER LOST (The Magic Numbers, 2005)

Darling, what'cha gonna do now?
Now that you noticed it all went wrong
I've been, I've been thinking
That you don't know me anymore

Don't let the sun be the one to change you, baby
I wanna learn how to love, if I'm to know
Cause I wanna go where the people go
Cause I'm forever lost

Darling, what'cha gonna say now?
Now that you noticed it all went wrong
Looks like I'm driving, my friends are all crazy
Oh they suddenly don't know me anymore

Looks like it all went wrong
What am I to do?

Publicado por João Pedro da Costa às 05:06 PM | Comentários (11)

agosto 23, 2005

Sinais Bytais

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Para tirar quaisquer dúvidas: este blog continua vivinho, como podem verificar no electrobinariograma que lhe fiz há escassos minutos. O seu autor é que anda submerso em trabalho (cof cof) e patologicamente incapaz de ignorar os apelos da praia. Que venha a chuva (bem precisa, de resto), que prometo voltar a encontrar o caminho práqui.

(Alguém me sabe apontar uma sístole?)

Publicado por João Pedro da Costa às 05:40 PM | Comentários (26)

agosto 13, 2005

Insónia

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(À noite, todos os ícones são pardos.)

Publicado por João Pedro da Costa às 01:45 AM | Comentários (31)

agosto 02, 2005

Je suis un petit garçon parce que j'aime beaucoup les vacances

Estejam onde estiverem, estou a Sudoeste de vocês.

Publicado por João Pedro da Costa às 12:22 AM | Comentários (17)