« janeiro 2006 | Entrada | março 2006 »
fevereiro 28, 2006
Everyday Is Like Sunday

Uma versão anterior deste post foi publicada na Aspirina B em 18/12/2005.
Publicado por João Pedro da Costa às 11:05 PM | Comentários (13)
fevereiro 23, 2006
Quem serão os(as) sortudos(as)?

Apresento-vos a Mia (homónima da minha cadela) e a Blackie. A Mia tem cerca de um ano e a Blackie 7 meses. Ambas encontram-se numa situação complicada num canil da Região do Porto. Ambas são muito meigas, carentes, amorosas e adaptáveis a qualquer tipo de habitação. Procura-se pessoas que percebam, de imediato, fruto da perspicácia e inteligência de que são dotadas, o valor acrescentado que essas duas belezas poderão trazer às suas vidas.
Ambas serão entregues esterilizadas, desparasitas e com microchip. Se for necessário, também se arranjará transporte.
Contactar joaopedrodacostaarrobagmailpontocom. Com urgência, caramba. Vejam lá isso.
E obrigado.
Publicado por João Pedro da Costa às 05:00 PM | Comentários (6)
fevereiro 21, 2006
Meu Português já não é o que nunca foi
Cada bloguista participante tem de enumerar cinco manias suas, hábitos muito pessoais que o diferenciem do comum dos mortais. E, além de dar ao público conhecimento dessas particularidades, tem de escolher cinco outros bloguistas para entrarem, igualmente, no jogo, não se esquecendo de deixar nos respectivos blogues aviso do "recrutamento". Ademais, os participantes devem reproduzir este «regulamento» no seu blogue.
(«Ademais» quer dizer «Ou então», não é?)
Publicado por João Pedro da Costa às 01:15 PM | Comentários (10)
fevereiro 19, 2006
Post com coelhinhos

(O título é só para enganar.)
O pessoal sabe que com estas merdas não brinco. E, por favor, não me venham cá dizer que ainda estamos em Fevereiro, que eu tenho uma reputação a manter. Pois bem: podem aí escrever (e que o diabo seja cego e surdo) que vai ser muito, mas mesmo muito difícil haver melhor álbum em 2006 do que esta absoluta obra-prima dos Sparks intitulada HELLO YOUNG LOVERS.
Após terem reinventado o glam na década de 70 com o magnífico KIMONO MY HOUSE (1974), terem praticamente definido com Giorgio Moroder o disco-pop da década de 80 com o inclassificável No. 1 IN HEAVEN (1979), terem renascido das cinzas em meados da década de 90 e mostrado à malta jovem o que é a pop electrónica em GRATUITOUS SAX & SENSELESS VIOLINS (1994) e terem editado o álbum com os mais sublimes arranjos orquestrais que já ouvi na minha vida (LIL' BEETHOVEN, 2002) - eis que os irmãos Mael, que andam nisto há mais de trinta anos, lançam a sua derradeira (será?) obra-prima em 2006. Isto já não é longevidade: é doença.
É óbvio que ninguém vai ligar puto ao álbum. E nem sequer me deixo impressionar com o facto da UNCUT ter dedicado 4 páginas à banda na sua última edição de Março. Não conheço mais nenhum caso no universo pop em que o talento e o reconhecimento estejam tão flagrantemente de costas voltadas. Não acreditam? Então fiquem lá com este «(Baby, baby) Can I Invade Your Country?», uma espantosa e irresistível apropriação da letra do hino dos Estados Unidos, que faz os System Of A Down parecerem menininhos de coro. O mais inacreditável é que HELLO YOUNG LOVERS tem mais nove temas deste calibre.
(BABY, BABY) CAN I INVADE YOUR COUNTRY? (Sparks & Francis Scott Key, 2006)
Oh, say can you see, by the dawn's early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming?
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight,
O'er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets' red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there.
O say, does that star-spangled banner yet wave
O'er the land of the free and the home of the brave?
Oh, say, does that star-spangled banner yet wave
O'er the land of the free, and one more thing: can I invade your country?
Oh baby, baby, can i invade your country?
Countries, planets, stars
Galaxies so far
Don't let freedom fade
Baby: let's invade.
Take it out!
Publicado por João Pedro da Costa às 11:22 PM | Comentários (7)
fevereiro 18, 2006
Modem Talking

Publicado originalmente na Aspirina B em 03/12/2005. A animação demora cerca de 2 minutos e 40 segundos e depois entra em loop. Era exactamente esse o tempo que o meu velho modem de 56 Kps demorava a ligar-me à Internet. A animação reproduz um dos inúmeros monólogos que imaginava enquanto aguardava (e desesperava) pela ligação. To be continued...
Publicado por João Pedro da Costa às 11:08 PM | Comentários (11)
fevereiro 17, 2006
Terry Callier

Se há algo que sempre caracterizou os álbuns dos Massive Attack (para além de serem uma moca, é claro), é o gabarito dos vocalistas que eles convidam para participar nas suas tripes. Contudo, depois de Shara Nelson, Tony Brian, Nicolette, Tracey Horn, Elizabeth Fraser, Sara Jay e Sinead O'Connor (isto já para não falar de Horance Andy ou de Tricky), a banda de Bristol conseguiu ser ainda mais caprichosa e convidar Terry Callier para cantar o seu novo single «Live With Me», que serve de cartão de visitas à antologia que será editada em Março. O tema é magnífico (um regresso óbvio às sonoridades de BLUE LINES) e conta com um teledisco que é uma absoluta maravilha e que marca o fim de um hiato de seis anos de Jonathan Glazer nessa coisa bem gira que são os vídeos musicais (caso não saibam, esse rapaz é também o responsável por um dos melhores anúncios publicitários que vi na minha vida - o incontornável Levi's Odissey).
Dito assim, até parece que eu já sabia quem era o Terry Callier. Mentira. Apenas tinha ouvido falar dele vagamente, sobretudo devido ao facto de a sua voz ter sido samplada num single dos UNKLE (o muito recomendável «Be There», cantado por Ian Brown) e de ele ter participado, há alguns anos, num EP da Beth Orthon que, por acaso, nunca cheguei sequer a ouvir. Resolvi então perguntar a um amigo quem ele era e, tava-ve mesmo a ver, levei o maior sermão da minha vida. Que Terry Callier era um absoluto génio, o primeiro compositor na história da música a testar, com sucesso, uma fusão entre o folk e o jazz, que a sua voz era uma autêntica referência na música soul e R&B, que era uma espécie de versão negra de Van Morrison colheita ASTRAL WEEKS, que, apesar de ter estado quase 30 anos sem editar nenhum disco, os seus trabalhos da década de 60 e 70, mais os três que tinha lançado recentemente aquando da sua «redescoberta» no final da década de 90, o colocavam em primeiro lugar num pódio onde ele teria Marvin Gaye à sua esquerda e Curtis Mayfield à sua direita. Enfim: às vezes, mais vale um gajo estar calado.
Ou talvez não. Ontem, como não poderia deixar de ser, entrei numa loja de discos e procurei, sem grandes esperanças, por um disco de Terry Callier («Como? Não conhece o Terry Callier? Puxa, parece impossível. Então você trabalha numa loja de discos e não sabe quem é blá blá blá...»). Para grande surpresa minha, havia um exemplar de FIRST LIGHT, um disco editado em 1998 que trazia pela primeira vez as demos que ele tinha gravado no final da década de 60 em Chicago.
Custa acreditar que os nove originais presentes em FIRST LIGHT estiveram quase trinta anos na gaveta. São nove obras-primas absolutas de um género híbrido que, sinceramente, me surje como uma espécie de manual enciclopédico que veio iluminar uma das áreas que menos conheço da música pop. E como calculo que o single dos Massive Attack vai trazer imenso hype em torno do senhor, resolvi antecipar-me e deixar o html das Ruínas a marinar ao som de «Lean On Me». Preparem-se para o primeiro de muitos estalos, que eu já encomendei todos os restantes discos.
[O belíssimo ficheiro esteve disponível nas 48 horas seguintes à publicação do post. And it was great when it did.]
LEAN ON ME (Terry Callier, 1970)
You've seen sad times (your eyes have told me so)
Blue and bad times, you think that I don't know
But there'll be glad times, just you wait and see
Girl, I’ll be your sunrise if you lean on me
Now, I imagine I could comfort you
I’d forgotten the things that you've been through
But here’s one thing on which we can agree
When you're ready, darling, you can lean on me
And the love I bring will grow into a lasting thing
Little, put your heart on wings and set you free
And as you rise I hang into the clearing skies
And maybe you will realize you can always lean on me
All your heartaches are hidden deep inside
So there's no telling how many tears you've cried
But like the river to the weeping willow tree
I can hold your teardrops if you lean on me
Sweet lovin’ care and girl I’ll find the strength I swear
And when you need me I’ll be there - if you let it be
Til time is done and til the longest races run
Right on til the kingdom come, you can always lean on me
Publicado por João Pedro da Costa às 01:50 PM | Comentários (11)
fevereiro 12, 2006
Mil nove centos e noventa
É no início do mês de Dezembro que nos começam a bater à porta. Vamos à porta e, tirando a primeira vez, que nos apanha todos os anos desprevenidos, já não estranhamos o facto de abrirmos a porta e de lá não ver ninguém. Os dias vão passando e há já 15 anos que o ritual se repete: batem-nos à porta, um de nós vai à porta e não está lá ninguém. Uma vez por dia, duas, três. Em meados de Dezembro, o som do osso a bater na madeira já se transformou num ruído natural da respiração da casa, ao lado de outros como o do ranger do soalho, do murmúrio dos electrodomésticos ou do mecanismo do relógio da sala: batem-nos à porta e já nem sequer vamos lá, apesar de ser uma das regras da casa abrir sempre a porta aos que estão ausentes. Na manhã do dia 24, o ruído torna-se incessante. Batem-nos à porta, batem-nos à porta, batem-nos à porta. E sou sempre eu quem sucumbe à inquietação daquele momento: abro a porta, mas nem precisaria de o fazer para dizer à minha mãe
- Está aqui o pai.
- Que merda. Deixa-o lá entrar.
É que o meu pai só atrapalha. É preciso pegar nele ao colo e trazê-lo para dentro de casa e sentá-lo ao quente no sofá. Ele fica ali parado a olhar de um jeito meio triste e alucinado para nós e de vez em quando desaparece para surgir nos locais mais inesperados: a fazer o pino na banheira, a esparregata no chão da cozinha ou de parvo perante os cozinhados da minha mãe. A gente bem volta a pegar nele, mas de nada nos vale fechá-lo numa divisão da casa - pouco depois ele reaparece como por magia nos locais mais inesperados e sempre a atrapalhar. Quando chegar a hora da ceia, não haverá qualquer lugar para ele na mesa, mas aí a gente cede um pouco e deixa-o desarrumar a casa à sua vontade. Ele arrasta móveis, muda a posição de alguns objectos, empilha outros lá fora no pátio para os pormos no lixo e é como se viajássemos no tempo, pois ao fim de algumas horas a casa fica quase com o aspecto que tinha há quinze anos atrás, quando celebrámos aquilo que nenhum de nós sabia ser o nosso último Natal - aquele que, todos os anos, no primeiro dia de Dezembro, se mistura com o vento e a chuva e a noite para nos vir bater à porta.
Publicado originalmente na Aspirina B em 01/12/2005
Publicado por João Pedro da Costa às 12:19 AM | Comentários (13)
fevereiro 11, 2006
But tonight is gonna be a lovely night

Ora aqui está um nome para pôr ao lado de pessoas tão distintas como M. Ward, Devendra Banhart, Andrew Bird ou Ron Sexsmith: Richard Swift. O hype que rodeou a reedição, pela Secretely Canadian, dos dois primeiros álbuns deste rapaz oriundo de Los Angeles foi tão intenso, que comprei o disco às cegas, sem sequer o ouvir primeiro. Às vezes, essas compras correm mal. Mas quando correm bem são uma absoluta maravilha.
As influências são óbvias e já foram citadas um pouco por tudo quanto é revista: Van Dyke Parks, Tom Waits, Beatles e Beach Boys. Todas elas fazem sentido, mas Richard Swift faz-me sobretudo lembrar o período de ouro de Badly Drawn Boy, aquele que antecedeu a edição do seu primeiro LP, em 2000, e nos deu músicas tão flagrantemente inesquecíveis como «No point in living», «I need a sign» ou «It Came From The Ground». Oxalá isto não seja um mau presságio.
Deixo aqui a canção intitulada «Lovely Night» de THE NOVELIST (2004). Algures entre Nova Orleãs e Berlim, o tema poderia muito bem ter sido escrito por Lennon e McCartney, tivessem eles nascido trinta anos antes (ou trinta anos depois, que foi quando nasceu Richard Swift). É a canção mais brutal que ouvi este ano. E dança-se muito bem.
[O ficheiro esteve disponível nas 48h seguintes à publicação do post. Oh yeah.]
Publicado por João Pedro da Costa às 01:01 AM | Comentários (6)
fevereiro 10, 2006
How to use help (the real way)

Publicado por João Pedro da Costa às 03:03 PM | Comentários (11)
fevereiro 07, 2006
Conta, peso e medida
O segredo de uma boa sesta, contava o avô octogenário, é a sua duração: tem de ser suficientemente longa para ser reparadora e suficientemente breve para impedir a indisposição. Por isso, lembrou-se um dia de tentar adormecer com uma pedra na mão e deixar-se acordar quando a mesma caísse no soalho. O que ele não sabia, nem poderia saber, é que demoraria dois anos a encontrar a pedra ideal. Inicialmente, acreditou que o peso da pedra era a única variável relevante: quanto mais pesada ela fosse, menor seria a duração da sesta; quanto mais leve, maior. Comprou então uma balança de pratos e um caderno quadriculado onde ia apontando os pesos das pedras que ia testando. Todos os dias, depois do almoço, sentava-se na poltrona a com a pedra na mão e fechava os olhos. Quando, alguns minutos depois, acordava com o ruído da pedra a bater no chão, voltava a fechar os olhos e tentava decifrar no paladar da saliva os sinais do corpo: fadiga ou indisposição? Ao fim de alguns meses, e apesar de alguns inevitáveis erros, ele foi conseguindo estreitar cada vez mais os intervalos de peso da pedra desejada e chegou mesmo a conhecer uma ou outra vez o frenesim inconfundível da aproximação. Contudo, ao olhar para as tabelas e gráficos do seu caderno, era por de mais evidente que havia um factor desconhecido que interferia com o rigor dos cálculos e das medições. Chegou a pensar que tal se deveria a variações do seu próprio peso e procurou introduzir uma certa regularidade no horário e na quantidade de comida que ingeria nas refeições. Acrescentou então uma terceira coluna na tabela, ao lado da do peso das pedras e das respectivas considerações, com o peso do seu próprio corpo. No entanto, mesmo após ter conseguido estabilizar esse segundo factor, os cada vez mais reduzidos intervalos que ia definindo revelavam-se instáveis e, mais grave ainda, incongruentes. Num primeiro momento, chegou a especular sobre a questão da forma, mas rapidamente afastou essa hipótese pelo facto de o leque das probabilidades ser praticamente infinito e, por isso mesmo, inalcançável. Lembrou-se finalmente da mão. Todos os testes e cálculos que tinha efectuado tinham sido feitos com a pedra agarrada na mão direita e essa não tinha sido uma decisão pensada, mas apenas um fruto do acaso ou, quando muito, a tendência natural de um dextro. Quase febril com essa descoberta, desenhou um risco horizontal na folha do caderno e agradeceu aos deuses o facto de ter conservado e catalogado todas as pedras que tinha testado: 439. Seu propósito era inequívoco: refazer, com mão esquerda, pedra a pedra, sesta a sesta, todo o percurso da sua busca e comparar os resultados. Ao fim de algumas semanas, a disparidade era evidente. Os intervalos, outrora hesitantes e pouco precisos, possuíam agora um rigor belo e matemático. Numa tarde, chegou mesmo a determinar com exactidão, através de simples cálculos de proporcionalidade, a pedra que lhe proporcionaria finalmente o repouso imaculado. Contudo, resolveu não saltar etapas, talvez por superstição ou pelo facto de sentir um certo e inconfessável prazer em prolongar a espera. Quando finalmente chegou o dia em que ele iria testar a pedra que sabia ser a que procurava há quase dois anos, não deixou de sentir uma irreprimível tristeza. Agarrou na pedra e olhou longamente para ela. Era uma pedra absolutamente banal, feita do que lhe parecia ser granito, sem forma precisa e de cor irregular. Percebeu que o facto de saber o exacto peso da pedra ou mesmo o de um hipotético geólogo lhe determinar a sua complexa constituição não dissolveriam em nada o seu mistério. Antes de adormecer, calculou no caderno a razão exacta entre o seu peso e o da pedra, não por lhe interessar o resultado, mas apenas para se distrair do medo inexplicável que sentira de repente. Pousou o caderno, respirou fundo e agarrou a pedra com a mão esquerda. Fechou os olhos e, para sua grande surpresa, não lhe custou nada adormecer.
Publicado originalmente na Aspirina B em 28/01/2006
Publicado por João Pedro da Costa às 10:30 AM | Comentários (13)
fevereiro 05, 2006
Tudo aquilo que precisa de saber sobre o HTML

Vão por mim: o Bill Callahan dos SMOG é que a sabe toda. «Real Live Dress», retirado do EP THE MANTA RAYS OF TIME de 1999. Vamos lá ver se alguém consegue ouvir esta merda uma segunda vez.
[O ficheiro esteve disponível nas 48h seguintes à publicação do post. Azarito]
REAL LIVE DRESS (Smog, 1999)
She was wearing
A real live dress
Waiting for a friend of mine
She was wearing
A real live dress
Waiting for a friend to undermine
This dress was better than flesh
(Mmmh)
She wore it when she wanted us
To look our best
(She hadn't worn it
For a very long time)
But now we are three:
One scattered
Two fallow
Three uncarring
(Three, that's me)
I mean who really gives a fuck
About that dress?
Not me
Or my then friend
Or the mess
That enlivened the dress
Don't you know
There's no subsitute for human flesh?
There's no substitute for human flesh.
Publicado por João Pedro da Costa às 11:03 PM | Comentários (12)
Aviso já que não tenho a renda em dia
Quando eu andava na escola primária, a pior coisa que podia acontecer a um puto era rasgar as calças. Se tivermos em conta que, quando eu andava na escola primária, a coisa mais fácil que podia a acontecer a um puto era rasgar as calças, facilmente se conclui que o maior drama que podia acontecer a um ser humano, pelo menos quando eu andava na escola primária, era ser puto e usar calças. Ora, quando eu andava na escola primária, acontece que era um puto e que, vejam lá isto, usava calças. Pelo que estão a ver o quão facilmente a minha infância se transformou num drama. De calças rasgadas.
Dos efeitos nefastos da blogosfera sobre a integridade dos joelhos, falarei depois.
Publicado por João Pedro da Costa às 10:44 PM | Comentários (25)