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fevereiro 19, 2006
Post com coelhinhos

(O título é só para enganar.)
O pessoal sabe que com estas merdas não brinco. E, por favor, não me venham cá dizer que ainda estamos em Fevereiro, que eu tenho uma reputação a manter. Pois bem: podem aí escrever (e que o diabo seja cego e surdo) que vai ser muito, mas mesmo muito difícil haver melhor álbum em 2006 do que esta absoluta obra-prima dos Sparks intitulada HELLO YOUNG LOVERS.
Após terem reinventado o glam na década de 70 com o magnífico KIMONO MY HOUSE (1974), terem praticamente definido com Giorgio Moroder o disco-pop da década de 80 com o inclassificável No. 1 IN HEAVEN (1979), terem renascido das cinzas em meados da década de 90 e mostrado à malta jovem o que é a pop electrónica em GRATUITOUS SAX & SENSELESS VIOLINS (1994) e terem editado o álbum com os mais sublimes arranjos orquestrais que já ouvi na minha vida (LIL' BEETHOVEN, 2002) - eis que os irmãos Mael, que andam nisto há mais de trinta anos, lançam a sua derradeira (será?) obra-prima em 2006. Isto já não é longevidade: é doença.
É óbvio que ninguém vai ligar puto ao álbum. E nem sequer me deixo impressionar com o facto da UNCUT ter dedicado 4 páginas à banda na sua última edição de Março. Não conheço mais nenhum caso no universo pop em que o talento e o reconhecimento estejam tão flagrantemente de costas voltadas. Não acreditam? Então fiquem lá com este «(Baby, baby) Can I Invade Your Country?», uma espantosa e irresistível apropriação da letra do hino dos Estados Unidos, que faz os System Of A Down parecerem menininhos de coro. O mais inacreditável é que HELLO YOUNG LOVERS tem mais nove temas deste calibre.
(BABY, BABY) CAN I INVADE YOUR COUNTRY? (Sparks & Francis Scott Key, 2006)
Oh, say can you see, by the dawn's early light,
What so proudly we hailed at the twilight's last gleaming?
Whose broad stripes and bright stars, through the perilous fight,
O'er the ramparts we watched, were so gallantly streaming?
And the rockets' red glare, the bombs bursting in air,
Gave proof through the night that our flag was still there.
O say, does that star-spangled banner yet wave
O'er the land of the free and the home of the brave?
Oh, say, does that star-spangled banner yet wave
O'er the land of the free, and one more thing: can I invade your country?
Oh baby, baby, can i invade your country?
Countries, planets, stars
Galaxies so far
Don't let freedom fade
Baby: let's invade.
Take it out!
Publicado por João Pedro da Costa às fevereiro 19, 2006 11:22 PM
Comentários
Conheço-os desde o LIL' BEETHOVEN e, apesar de não serem de fácil audição (pergunta à Zu ;) ), sabe muito bem ouvi-los. E estes jovens coelhinhos não estão muito afastados do L'B.
(falta, talvez, um "please" antes do "invade your country") :)
Publicado por: cap em fevereiro 20, 2006 01:26 AM
[Comentário apagado com um ligeiro aperto no coração. JPC]
Publicado por: Brigasda Bigornas em fevereiro 20, 2006 10:44 AM
Pois. Os Sparks são capazes de induzir as reacções mais extremas... Fico contente por também seres fã, cap.
Publicado por: João Pedro da Costa em fevereiro 20, 2006 12:57 PM
E eu que vim à procura do coelhinho!
Não há direito!!!
Quero o livro amarelo...
Publicado por: Emiéle em fevereiro 20, 2006 01:38 PM
Deixas de fora a fantasticamente transbordante colaboração com os Rita Mitsouko . Tá mal.
Publicado por: Luis Rainha em março 3, 2006 03:25 PM
Publicado por: qlgdyij4 em fevereiro 14, 2007 05:07 AM
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Publicado por: e9ll2om em fevereiro 21, 2007 05:11 PM