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março 08, 2007
Comida de urso

Numa altura em que andava bastante ocupado com dois discos (os novos dos Arcade Fire e dos Air, curiosamente dois objectos de lenta digestão), eis que me chega às mãos «Yellow House», o segundo álbum dos Grizzly Bear. Poderia agora demonstrar mais uma vez que sou exagerado e é exactamente isso que vou fazer: so far, c'est le disque del año. Música arrojada com pulso, capaz de invocar fantasmas distantes dos Beach Boys ou espectros mais recentes de uns Animal Collective - e viciante até dizer chega. Para prová-lo, não há nada de melhor que o vídeo de «Knife», um objecto estranho que parece saído da mente perversa de um Paulo Portas sob ácido e com sentido de humor (nunca menosprezem a arbitrariedade das minhas metáforas). A canção, essa, é uma obra filha dos seus tios. E reza assim: «I want you to know / When i look in your eyes / With every blow / Comes another lie / You think its alright.../ Can't you feel the knife?». Se sinto.
Publicado por João Pedro da Costa às março 8, 2007 12:55 PM
Comentários
Grande disco. Não é nada exagerado dizeres que é um dos discos do ano... mas do ano passado ;-)
Imagino que conheças, mas recomendava-te três albuns do caraças. Dois do ano passado e um deste ano:
The Decemberists - The Crane Wife
Califone - Roots and Crowns
Papercuts - Can't go back
Publicado por: transpose em março 8, 2007 02:34 PM
Eu recomendo o album de fotografias da minha tia Ambrósia que tem umas vistas bestiais da serra do Caramulo.
Publicado por: shark em março 8, 2007 02:46 PM
Deve ser um bom album de fotografias :-)
Já agora :
http://www.brooklynvegan.com/archives/2007/03/grizzly_bear_bo.html
Publicado por: transpose em março 8, 2007 02:56 PM
transpose: Eh pá, belíssimas fotos. Dos discos que recomendas sou doido pelos Califone (e «Roots» é o melhor disco deles), gosto muito dos Decembrists (já viste a director's cut do vídeo de «O Valencia»?) e desconheço The Papercuts - mas vou já investigar. Obrigado, catano!
Tuby: gostei mais do álbum de estreia da tua tia, aquele com vistas sobre a serra de Monchique. Esse sophomore de que falas deixa muito a desejar.
Publicado por: João Pedro da Costa em março 8, 2007 04:03 PM
Qual quê... O album de estreia dela foi uma colectânea de nus artísticos para uns calendários de oficinas auto, ainda no tempo das Polaroid.
A serra de Monchique só veio depois do album Live At Serra do Monsanto.
Publicado por: shark em março 8, 2007 04:16 PM
O das oficinas auto foi lançado quando a Tia Ambrósia ainda fazia parte dos Zeus. E o «Live at», apesar de ser a solo, não entra na contabilidade dos originais. És tão distraído e fôfo.
Publicado por: João Pedro da Costa em março 8, 2007 04:24 PM
Epá, tens razão. Escapou-me também a fase do canto gregoriano (acoustic version, pós-bebedeira) e do duche vitoriano (quando ela tomava banho depois das farras em casa do Vítor da padaria - que tocava bateria, nos seus duetos, enquanto ela tocava gaita de beiços).
(Achas que sim, mêmo fôfo?)
Publicado por: shark em março 8, 2007 07:10 PM
A Rádio Radar passa o "Knife" em repeat. :)
Publicado por: cris em março 12, 2007 02:18 PM